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Posso levar Adderall para o Japão? Remédios para o TDAH

Atualizado: · Publicado em 22 de outubro de 2026

Japão remédios TDAH alfândega

Esta tradução é oferecida para sua conveniência. Se houver qualquer diferença, a versão em inglês é a referência: ler em inglês.

Última verificação: 23 de outubro de 2026.

Dá para levar Adderall para o Japão? Não, nem com receita e laudo médico. A anfetamina, o princípio ativo do Adderall, é um “estimulante” pela Lei de Controle de Estimulantes do Japão (Stimulants Control Act), e viajantes não podem importá-la por nenhum motivo [1]. Outros remédios para o TDAH são permitidos com papelada. Vyvanse/Elvanse precisa de autorização prévia, pedida pelo menos 14 dias antes do voo, e o metilfenidato (Ritalina, Concerta) é permitido até uma quantidade fixa [1].

O Japão é um lugar maravilhoso para visitar e um lugar terrível para aprender na marra as categorias de substâncias controladas. Aqui está a versão curta para cada remédio comum para o TDAH, seguida da papelada.

Remédios para o TDAH num relance

Remédio (princípio ativo) Categoria no Japão Um viajante pode levar?
Adderall (sais mistos de anfetamina) Estimulante Não, proibido [1]
Dexedrine, Zenzedi (dexanfetamina) Estimulante Não, proibido [1]
Vyvanse / Elvanse (lisdexanfetamina) Matéria-prima de estimulantes Sim, com autorização prévia [1]
Ritalina, Concerta (metilfenidato, incl. dexmetilfenidato) Psicotrópico Sim, sem autorização até a quantidade da tabela; acima disso, leve um atestado médico [1]
Remédios não estimulantes para o TDAH, como a atomoxetina e a guanfacina Não constam da lista de substâncias controladas do Japão [7] Valem as regras dos remédios comuns (veja abaixo) [2]

A lista de substâncias controladas do Japão segue o princípio ativo, não a marca. Se você não souber em que categoria entra seu remédio, o Departamento de Controle de Entorpecentes (NCD) recomenda consultar o médico que receitou [1].

Por que o Adderall é um não definitivo

As próprias perguntas frequentes do NCD respondem diretamente: a anfetamina, o princípio ativo do Adderall, "cannot be imported into Japan, even for treatment purposes" (não pode ser importada para o Japão, nem para fins de tratamento) [1]. A metanfetamina e a anfetamina, incluindo a dexanfetamina e a levanfetamina, estão na lista de substâncias que nenhum viajante pode importar ou exportar [1][7].

As consequências não são administrativas. Perguntas e respostas em inglês mais antigas (2008), de um dos escritórios regionais do Ministério da Saúde, avisam que, se você trouxer um remédio com metanfetamina ou anfetamina, a detenção pode ser imediata e, em regra, não precisa de mandado [3]. O Ministério das Relações Exteriores britânico resume o clima geral: o Japão aplica tolerância zero aos crimes de drogas, e as penas são severas [5].

Se o Adderall é o que mantém seu dia funcionando, converse com quem receita com bastante antecedência da viagem sobre um remédio que o Japão permita e que possa servir para você. É uma decisão médica, e é sua e do seu médico, não nossa.

Vyvanse / Elvanse: permitido, com lição de casa

A lisdexanfetamina é classificada como “matéria-prima de estimulantes”. Você pode trazê-la para o Japão, e levá-la de volta, mas só com uma autorização obtida antes [1]. As orientações do NCD incluem:

  • Peça pelo menos 14 dias antes de viajar. O escritório de Tóquio, especificamente, diz que não aceita pedidos de última hora por nenhum motivo [1].
  • Mande para o escritório certo: o escritório do NCD que atende o aeroporto por onde você chega, mesmo que saia por outro [1].
  • Inclua um atestado médico de quem receitou, emitido nos últimos 3 meses. Ele deve indicar o motivo específico pelo qual você toma o remédio; fórmulas vagas como “para uso pessoal” ou “para tratamento” não são aceitas [1].
  • Inclua fotos da embalagem em que apareçam o nome e a dose [1].
  • Se for sair com remédio sobrando, apresente também um pedido de exportação [1].

Na viagem, você mesmo deve levar o remédio. Não dá para mandar pelo correio nem pedir que um familiar leve, e na chegada você mostra o certificado de importação na alfândega [1].

Ritalina e Concerta: mais fácil, não mais frouxo

O metilfenidato é um “psicotrópico”. Até a quantidade da tabela do NCD (2,16 g de metilfenidato) [8], você não precisa nem de autorização nem de atestado médico. Acima dessa quantidade, ou em formas injetáveis, leve um atestado de quem receitou com seu diagnóstico, por que você precisa do remédio e os nomes e quantidades receitados [1]. Para mais de um mês de suprimento, o NCD pede que você entre em contato com o MHLW por e-mail (yakkan@mhlw.go.jp) [1].

A regra para todo o resto que você levar

Para remédios com receita que não estão nas listas de substâncias controladas do Japão, o MHLW permite que viajantes levem até um mês de suprimento sem papelada extra. Para mais, você precisa de uma confirmação de importação (Yunyu Kakunin-sho) antes de viajar [2]. Ela substituiu o antigo certificado Yakkan Shoumei em setembro de 2020 [9]. Você pode pedir online pelo sistema do MHLW [6]. A Embaixada dos EUA, uma fonte secundária, diz que a aprovação pode levar várias semanas [4].

Remédios sem receita também contam. Alguns produtos para gripe e alergia contêm pseudoefedrina, que o Japão também trata como matéria-prima de estimulantes, então precisam da mesma autorização prévia [1]. Ficam de fora os produtos com 10% ou menos de pseudoefedrina [7]. Se não tiver certeza sobre o seu, consulte o NCD antes de viajar.

Checklist antes de voar

  • Confira cada princípio ativo com as categorias do Japão, não só a marca.
  • Deixe em casa o Adderall e os produtos com dexanfetamina, e planeje a alternativa com seu médico.
  • Para Vyvanse/Elvanse, peça cedo. Catorze dias é o mínimo, não a meta.
  • Leve os remédios na embalagem original, com a receita e o atestado na bagagem de mão.
  • Não mande remédios para você mesmo pelo correio para o Japão nem peça que alguém leve [1].

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Fontes

  1. Departamento de Controle de Entorpecentes do MHLW, "Application Guidance" para viajantes que levam entorpecentes, psicotrópicos ou matérias-primas de estimulantes, com as perguntas frequentes sobre Adderall/Vyvanse (em inglês). Consultado em 23 out 2026. ncd.mhlw.go.jp
  2. Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, "Information for those who are bringing medicines for personal use into Japan" (em inglês). Consultado em 23 out 2026. mhlw.go.jp
  3. Escritório Regional de Saúde e Bem-Estar de Chugoku-Shikoku do MHLW, perguntas e respostas sobre a entrada de remédios no Japão (PDF, em inglês; arquivo de 2008). Consultado em 23 out 2026. kouseikyoku.mhlw.go.jp
  4. U.S. Embassy & Consulates in Japan, "Bringing Over-the-Counter Medicine and Prescriptions into Japan" (fonte secundária). Consultado em 23 out 2026. jp.usembassy.gov
  5. UK FCDO, orientações de viagem para o Japão: "Safety and security". Consultado em 23 out 2026. gov.uk
  6. MHLW, sistema de pedido online da confirmação de importação (Yunyu Kakunin-sho). Consultado em 23 out 2026. impconf.mhlw.go.jp
  7. Departamento de Controle de Entorpecentes do MHLW, "Controlled Substances List" (PDF, em inglês). Datada de 12 dez 2024; consultada em 23 out 2026. ncd.mhlw.go.jp
  8. Departamento de Controle de Entorpecentes do MHLW, "Table (List of Psychotropics)" com as quantidades que podem ser trazidas (PDF, em inglês). Consultado em 23 out 2026. ncd.mhlw.go.jp
  9. Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, "医薬品等の個人輸入について" (importação pessoal de remédios; registra a troca do Yakkan Shoumei pelo Yunyu Kakunin-sho desde 1 set 2020) (em japonês). Consultado em 23 out 2026. mhlw.go.jp